Um pouco da felicidade

Há um tempinho que não escrevia nada aqui no blog...
Por muitas razões, sobretudo por falta de tempo - ilusão de que todos nos queixamos, mas que na verdade não é mais do que uma "disfunção" de prioridades.

Hoje de manhã levantei-me e pensei em fazê-lo. Porque gosto, e porque desejo manter uma certa constância na publicação, até como forma de me disciplinar e "lembrar" de continuar a escrita do próximo livro que tantas vezes vou deixando para depois (vai avançando muito devagarinho, muito lentamente).

Em todo o caso depois das "queixas" das mensagens dos últimos post's e, sob pena de me terem achado demasiado pessimista, gostava de falar um pouco sobre a natureza da felicidade.

Acredito sinceramente que ela existe e corro até o risco de dizer que sou feliz. Bastante feliz até.

Alegro-me constantemente com coisas pequenas, coisas grandes, coisas que dependem de mim e coisas que não dependem. Alegro-me bastante com a felicidade dos outros. Com os sorrisos das crianças e com as suas brincadeiras travessas.

Mas o que estava a pensar é porque tantas vezes (já sei que disse isto mil vezes, mas que chatice, continua a fazer sentido) procuramos a felicidade nas coisas exteriores? Quando elas na verdade não nos dão felicidade que dure?

A felicidade que podemos manter é a nossa própria. Fruto da nossa realização e compreensão. Vinda da alegria que temos e que colocamos naquilo que fazemos.

Não é o carro novo que nos trará uma felicidade que dure. Mas a forma como o conduzimos e desfrutamos dele. Nem tampouco a casa nova, ainda que seja enorme e não tenha infiltrações. Mas a família ou os amigos que colocarmos lá dentro. Nem será o marido, a mulher, o namorado ou a amiga... e sim relação que construirmos e aquilo que colocarmos de nós mesmo nessa mesma relação.

A felicidade que os outros nos proporcionam, a felicidade que vem das coisas que adquirimos, é uma felicidade transitória. Não perdura no tempo.

Apenas a felicidade que cultivamos e fazemos crescer dentro do nosso próprio coração pode perdurar.

E pode, mais do que tudo, tornar o ambiente e o mundo à nossa volta mais felizes.

É uma alegria silenciosa. Um saber que se está bem e que tudo está no lugar certo.

E lá está, depende de nós a felicidade. Depende da forma como interiormente escolhemos viver os momentos, bons e maus, que passamos na nossa vida.

Não é nada de novo esta lengalenga da felicidade. Novo será se a lengalenga se tornar realidade.

Sejamos felizes todos os dias. E deixemos os outros livres para serem também felizes, se quiserem.

Um abraço forte para todos.

2 comentários:

paula disse...

A felicidade, Ricardo,

quando se procura
não se acha
buscando-a nos outros
é um começo
encontrá-la
é cultivá-la dentro de si
só asssim se cresce,
não é?

Abraço e Santa Páscoa.

P

Adriana ♣* disse...

Acreditar na felicidade temporária, sem reconhecer que tudo muda o tempo todo.