Fuga de nós mesmos

"E o que é a vida, na maioria das vezes, senão uma constante, afanosa, leve e astuciosa fuga de nós mesmos? Distrairmo-nos é fácil e natural, as oportunidades para o fazer são quase infinitas e não implicam qualquer esforço, basta carregar no botão de um telecomando... Mas distrairmo-nos demasiado também é muito perigoso: de distracção em distracção, podemos acabar por nos levantar uma bela manhã, olhar para o espelho e ver uma pessoa que não conhecemos. Quem sou? Para onde é que vou? O que é que ando a fazer? Não sei. Faço o que os outros fazem. Vou vivendo e isso basta, tem de bastar."

Susanna Tamaro

3 comentários:

Aliane disse...

É triste quando deparamos com essa realidade... Viver por viver, por achar que isto basta e calar a voz que clama por mudança, por caminhos novos e reais...

Ricardo Antunes disse...

É duro... mas é uma realidade pela qual todos passamos muitas vezes.
Até não podermos mais. E escolhermos outra coisa...

Adriana ♣* disse...

Essas armadilhas são perigosas, mas também podemos escolher ultrapassá-las...

Abs,

Adriana