Salve, ó Alma

Foi jubilando que conduziste
a tua luta a um bom fim.
Ficaste livre do antro do leão,
da casa do ladrão
deste corpo mortal,
por quem todos choram.
O mar e as ondas
tu as venceste pela fé.
Os monstros que aí moravam
e que queriam engolir o teu barco
tu os venceste a caminho.
Eles nem te conheceram
nem te compreenderam.
O pecado está em grande confusão
pois de repente escapaste dele
e não o seguiste em sua falta de rumo.
E o fogo dos seus demónios
tu o extinguiste
com a tua crescente virtude.
Confudiste os caçadores
que queriam caçar-te.
Desfizeste as suas armaduras.
E olha como eles se espantam
com a beleza das tuas asas,
agora que, magnífica,
te elevas com as águias
rumo à liberdade.

Mani

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